E Tudo o Vento Levou
Quando me propuseram, pela primeira vez, ver o filme “E Tudo o Vento Levou” concordei mas com alguma apreensão. Pensei que fosse mais um daqueles filmezinhos românticos típicos da época em que o galã é um tipo perfeito, rígido e mesmo assim altamente sedutor, e a “galoa” desmaia nos seus braços com qualquer beijito.
Fiquei agradavelmente surpreendida porque tanto o galã como a “galoa” são dois bons patifes e a história alterna entre o drama, o romance e a comédia. Tem é que se dar o devido desconto ao trabalho de representação dos actores, eram outros tempos em Hollywood e as exigências dramáticas eram, também, outras. Mesmo assim, não está nada mal.
Depois de saber que o filme tinha sido baseado no livro blockbuster dos anos 30 andei anos à sua procura. Queria saber o porquê. Finalmente, consegui encontrá-lo nas prateleiras de uma livraria. Comprei, li e adorei.
Além da história de Scarlett e Rhett, à qual já tinha achado imensa piada quando vi o filme, é possível ler de forma detalhada sobre a Guerra Civil Americana e as consequências do pós-guerra do ponto de vista dos perdedores, não dos líderes mas dos habitantes. Cheguei a recear que Margaret Mitchell, a autora, demonstrasse simpatia pela escravatura e pela organização aberrante que é a KKK, mas não.
Vale a pena ver o filme e mais ainda ler o livro (que provavelmente só se encontrará dividido em 2 volumes).
Um filme feliz para abanar o pé
Admito desde já que adoro filmes de animação. Felizmente nunca perdi esse gosto de infância. Que bem que me sabe sentar-me num cinema e deixar-me distrair durante uma hora e tal por bonecos divertidos que contam histórias e transmitem sentimentos de forma inocente, mas não menos profunda graças à inteligência com que hoje são escritos os guiões, e apreciar a interpretação vocal de grandes actores (que excelente ideia terem começado a usar as vozes de actores que já vimos em carne e osso).
O último filme de animação que vi, e recomendo, é “Happy Feet”. Não vou fazer uma antevisão da história porque isso encontra-se em qualquer lado. Quero é deixar aqui a minha opinião.
É um filme divertido que aproveita muito bem a música que, ao contrário do que é costume, não serve para contar a história. Serve para dar ênfase às emoções que estão a ser transmitidas e não só… (para saber para que mais serve a música, é melhor ver o filme) O que é certo é que, às tantas, só alguém muito impermeável áquilo que vê e ouve, e que concerteza não terá vontade nenhuma de gastar o dinheiro do preço exorbitante de um bilhete para ver um filme destes, não sente vontade de agitar ou bater o pé ao mesmo ritmo que Mumble (a personagem principal) executa o seu fantástico “sapateado”. E quanto a Robin Williams… bem… mais uma vez, não há descrição possível. É gargalhada garantida.
Para quem aprecia este estilo de cinema, ou mesmo para quem está disposto a experimentar, fica aqui a recomendação. Em versão original, claro.

